dezembro 22, 2013

Parte IV

Logo, depois de altos papos, a porta da sala se abriu lentamente, interrompendo a conversa das meninas. A 1D estava entrando, e eles se sentaram no mesmo lugar onde estavam antes, e então observaram a sala, e notaram que as poltronas onde as meninas estavam sentadas estavam todas fora do lugar, além dos pratos, canecas, colherinhas e guardanapos amassados colocados de qualquer jeito na mesa de centro. Só que eles notaram as revistas abertas nas páginas marcadas, uma longe da outra, e isso eles estranharam.
– Vocês são bem, hm... curiosas, eu acho – Harry falou pegando as revistas, fechando-as e colocando elas no colo dele. – Quem foi que abriu?
As meninas sorriram, sem emitir som de risada, apesar de quererem rir. Nenhuma das meninas olhou pra Sam, o que a deixou aliviada, pois o que ela menos queria era ser marcada como intrometida.
– Mas tudo bem, deixe para lá. Ninguém vai falar mesmo, certo? – Niall falou, dando duas batidinhas nas costas de Harry, e deixando o clima mais calmo. – A boa notícia é que nós escolhemos quem vai passar a semana conosco!
Liam, Zayn e Niall fizeram um “yay” de comemoração, e as meninas também sorriram ansiosas. Elas não faziam ideia de como tinha sido a escolha, ou como ela seria anunciada, e isso as deixou bem assustadas, pois todas lá queriam muito passa uma semana com a banda dos sonhos delas.

(Capítulo dois) – “Bem vindos à minha terra”
– Nós vamos anunciar a escolhida de uma forma mais, hm, diferente – Liam anunciou. – Pra não ser uma coisa rápida, e também pra não ser algo tão indelicado, a gente vai fazer por eliminação, até pra aumentar o suspense! – Liam brincou e fez todo mundo rir.
– Então, peço que vocês prestem bastante atenção, pois agora nós estaremos falando bem sério – Zayn falou, deixando um clima de concentração dominar a sala, então, decidiu começar. – Eu, infelizmente, vou dar a notícia da primeira eliminada. – As garotas respiraram fundo, enquanto algumas cruzaram os dedos, incluindo Sam e Micky. Então, Zayn, o amor da vida de Bruna, deu a má notícia. – A primeira eliminada será você, Bruna.
Então, depois dele ter soado o seu nome, todo mundo da sala olhou rapidamente para Bruna, que estava com a boca aberta, de olhos arregalados, com lágrimas escorrendo por eles. Então, Sam segurou a sua mão com força, falando pra ela não ficar assim. Vendo o estado de choque que Bruna estava, os garotos tiveram que fazer alguma coisa.
Eles avisaram que a chance de ganhar dela era de apenas 20%... Sam pensou. Ela até concordou com isso. Não estou tirando a razão dela, claro, eu também ficaria muito triste, mas nesse estado, quase enfartando, eu não ficaria, e sabendo que teria pouca probabilidade de ser escolhida ainda. Ela deveria ter pensado nisso. Ainda mais quando ela própria falou que nem ela mesma se escolheria.
Zayn se levantou do sofá onde estava sentado e foi rapidamente para frente da poltrona de Bruna. Então, ele apertou as mãos dela bem forte, olhou diretamente nos olhos dela, que estavam inchados de tantas lágrimas. Ele resolveu falar alguma coisa.
– Bruna, preste atenção. Olhe para mim – ele falou pausadamente, tentando capturar a concentração dela no que ele estava falando. Ele conseguiu atrair o olhar dela para bem nos olhos dele, então, ele continuou. – Eu sinto muito por ter que dizer isso. Você é uma menina perfeita, admirável, além de ser muito linda – ele falou e ela respirou fundo, puxando fôlego pra continuar chorando. – Eu não queria te eliminar de primeira assim, porque você é muito legal, e acredito que você é muito mais do que você mostrou ser naquela entrevista. Por favor, pare de chorar. Por favor, Bruna – Zayn ficou com uma aparência triste, quase deprimente, e então limpou as lágrimas do rosto de Bruna com as mãos, depois falou pra ela ir tomar um copo de água, e que nem ele nem a 1D iria esquecer ela por um bom tempo. Até Sam se emocionou com aquilo, fazendo sair um pequeno “own” de sua boca.
Então, após Zayn ter acalmado ela, Bruna saiu da sala, com o rímel escorrendo pelas bochechas. Ele, então sentou de volta no apoio de braço do sofá, como ele estava sentado antes. Ele então limpou uma gota de suor que escorria pelo canto de sua testa, e então cobriu o rosto com a palma das mãos, que estavam apoiadas na sua perna.
– Hm, bem... – Harry, que estava exatamente do lado de Zayn, falou, após um longo suspiro, se preparando para falar a próxima. – Antes de falar quem foi eliminada, eu vou explicar o porquê disso. Bem, quando você entrou naquela sala, eu mesmo pensei que você iria ser bem legal, até me convenci de que você seria a escolhida. O único ‘porém’ de você não ter sido a escolhida, é que você é meio puxa saco demais. Desculpe, mas você já começou falando que adorava o jeito que nós brincávamos uns com os outros, e que adorava o nosso sotaque, e que nós éramos perfeitos... E passar uma semana ouvindo isso até que é bom, claro, ser elogiado, mas é meio chato por outro lado, porque uma a cada cinco coisas que você dizia era um elogio. Então, sinto muito, mas nós chegamos nessa conclusão. Você não viajará conosco. Não dessa vez. Sinto muito mesmo, Lara.
– Ah... – Lara falou menos de um segundo após Harry dizer o nome dela. Ela estava triste, era visível, mas não aprecia estar tão abalada emocionalmente como Bruna ficou. Ela sorriu, dizendo que tinha sido um prazer ter conhecido pessoalmente os meninos, e então foi andando rapidamente em direção à porta, e então saiu depressa.
– Será que ela está bem? – Harry perguntou pros garotos.
– Não faço ideia. – Liam respondeu. – Espero que sim.
Realmente aparentava que Liam se importava com Lara. Ele ficou mó chateado quando ela saiu, e tal, até ‘contagiou’ o resto da sala inteira.
– Mas, bem, continuando, eu vou anunciar a terceira eliminada. Eu queria anunciar a vencedora, porque é o mais legal, mas não deixaram – Niall falou, fazendo as três meninas restantes rirem um pouco. – Bem, eu vou fazer que nem o Harry, porque achei mais lógico da parte dele. Nós cinco notamos que durante a entrevista você era muito “tanto-faz”, ou seja, tudo você falava que podia ser qualquer coisa, que fazia tudo, que não se importava, e que podia ser de qualquer jeito. Bem, é legal uma pessoa que não é fresca em cada atitude que se presta a fazer, mas desse jeito é meio como se nós não tivéssemos ninguém junto, sabe? Sem opinião própria, apenas seguindo o que os outros mandam fazer. Me desculpe, mas a terceira eliminada é você Ana. Sinto muito.
– Tchau gente, foi um prazer conhecer vocês pessoalmente – Ana falou, se levantando da cadeira lentamente e sorrindo, depois se dirigiu devagar até a porta e acenou pros garotos, que estavam sorrindo para ela, e então saiu.
Logo após ela ter saído, Liam e Louis ficaram discutindo pra ver quem iria anunciar a escolhida, e enquanto isso, Micky olhou para Sam, apertou a mão dela e puxou assunto falando bem baixinho pra ela.
– Eu não te falei, Sam? Eu não te falei que a gente iria ser sorteada? Não te falei que eles ficariam em dúvida em qual eles iriam levar? Agora você acredita em mim?
– Sim, sim, sim, sim. – Sam respondeu. Sam realmente havia acabado de cair na real que o que Micky tinha falado antes do sorteio tinha se realizado. Simplesmente, como se ela fosse vidente. Agora, ela a grande decisão. Entre Sam e Micky, quem iria passar uma semana com a One Direction?
– Louis me deixou anunciar a ganhadora!!! – Liam falou, e fez um gesto comemorativo com as mãos, o que fez Sam e Micky rir. – Bem, como os garotos fizeram, eu vou fazer da mesma forma. Você foi uma ótima pessoa, entrou naquela sala, se mostrou muito carismática, agradável, adorável e muito risonha. Quer dizer, muito risonha mesmo. Você riu de tudo que nós falamos, quando nós perguntamos se seu nome era mesmo... Quase que eu falo seu nome, ufa. Enfim, quando nós perguntamos seu nome, você já começou a rir, e foi o mesmo na entrevista inteira. Então, apenas por esse simples motivo, você não foi escolhida. Me desculp... – Liam foi interrompido por um espirro bem forte da Sam, que só foi se tocar de que tinha atrapalhado quando notou que todo mundo olhava pra ela, segurando o riso.
– O que? – Sam perguntou enquanto coçava a pontinha do nariz. – Continue – ela falou, sorrindo, o que fez todos rirem.
 – Como eu ia dizendo, – Liam falou sorrindo de uma forma sarcástica, causando risos e então retomou de onde tinha parado antes – me desculpe, Micaela.
– Eu? – Micky pareceu bem abalada no início, porém logo olhou para Sam, e abriu um sorriso. Esse sorriso mostrou que Micky já havia esquecido que não foi escolhida, e mostrou também que a sua mais nova amiga iria. Sam estava olhando ansiosa ainda para Liam, congelada, sem esboçar nenhuma reação. Então, ela começou a ficar com as mãos trêmulas, então sorriu bem grande, olhou para Micky, e começou a gritar.
Num aparente contato visual, as duas se levantaram no mesmo instante, e se abraçaram, começaram a gritar e se animar. Sam iria viajar com os garotos. Niall, Louis, Liam, Harry e Zayn. Esses cinco garotos – que eram perfeitos ao ponto de vista de Sam e de Micky – iriam ter uma adorável menina acompanhando qualquer ato que eles forem fazer por durante uma semana inteirinha.
Então, num movimento rápido, os cinco vieram dar um abraço em Sam de uma só vez, ou seja, todo mundo ficou abraçado lá, inclusive Micky. Então, Leeroy apareceu na porta e estranhou a animação dentro da sala. Então, ele resolveu perguntar.
– Perfeições, me expliquem o que está acontecendo aqui – ele ‘ordenou’ à quem estava na sala, e Sam já ia responder, e iria gaguejar de felicidade, claro, mas Micky foi mais rápida.
– A perfeita Samantha Victory Schmidt vai passar uma semana com a melhor boyband do universo, a One Direction! – Então, Micky andou rapidamente até Sam, e levantou o braço esquerdo dela, e então gritou ‘wow’ bem alto, depois Sam fez igual, e então todo mundo estava gritando ‘wow’ junto, então Leeroy andou saltitando até Sam e deu um abraço bem forte nela, que quase a deixou sem fôlego.
– Sam! Você sabe o que isso significa?!  – Leeroy perguntou, apertando os pulsos finos de Sam.
– Que eu vou passar uma semana com a melhor boyband do universo, a One Direction! – Sam estava tão empolgada que nem notou que havia repetido as exatas palavras de Micky.
– Não, flor! Você vai passar uma semana me vendo quase todo santo dia! – Leeroy falou, sorrindo, o que fez os garotos rirem. Então, Leeroy aparentemente indignado olhou para os garotos. – O que foi? Por estão rindo?
– Você não vai passar uma semana quase todo santo dia conosco – Louis brincou, dando duas batidinhas nas costas de Leeroy.
– Hm, você que pensa – Leeroy falou sorrindo enquanto ajeitava a franja de Sam, causando risadas em todo mundo.

Após todo mundo ter se acalmado com o momento, e todo mundo (Niall, Zayn, Harry, Liam, Louis e Sam) já ter voltado aos seus lugares, Zayn começou a explicar como seria a partir daquele instante.
– Sam, nós vamos falar com seus pais antes de tudo, claro, e perguntar se eles permitem.
– Acho que passar uma semana longe de mim é o que eles mais quiseram desde que nasci – Sam falou baixinho, como se estivesse pensando alto, porém os garotos puderam ouvir. Eles se entreolharam, como se estivessem querendo mudar logo de assunto, apesar de mal terem falado sobre isso.
– Depois da permissão deles, nós vamos dar essa noite e amanhã inteirinho para preparar suas malas e se despedir, e tal. Não precisa ter pressa, se precisar de mais um dia ou mais uma noite para terminar de se arrumar, nós daremos, mas não pode abusar da nossa boa vontade, claro – Zayn brincou, e fez Sam rir. – Nós partiremos amanhã às cinco da tarde. Aí, quando chegarmos lá, a gente encontra algum lugar pra ficar durante uma semana. Ah, sim, você tem algum lugar em mente aonde queira ir? Qualquer lugar não muito cheio, por favor.
– Eu que vou decidir aonde vamos? – Sam perguntou.
– É, ué. Você decide – Zayn deu de ombros. – Aonde você quiser ir. Você que manda.
– Ah, agora você me pegou! – Sam falou, e então começou a pensar numa cidade que não seja tão movimentada e lotada, como Zayn pediu. Ela não conseguiu pensar em lugar nenhum, mas então teve uma ideia. Uma ótima ideia, aliás – Harry, aonde você nasceu?
– Onde eu nasci? – Ele perguntou, como se não tivesse entendido a pergunta. Sam acenou positivamente com a cabeça, então alguns garotos fizeram um “ah” como se tivessem entendido o objetivo da pergunta agora. – Nasci em Holmes Chapel, por quê?
– Vamos para lá.
Por alguns segundos a sala inteira ficou em silêncio, e Harry ainda estava tentando entender o que Sam havia aprontado.
– Mas... É sério? – Harry perguntou, sem acreditar ainda.
– É sério, sim. Vamos para Holmes Chapel! – Sam anunciou aos meninos, que sorriram e comemoraram, por já ter um destino decidido. – Aliás, onde fica Holmes Chapel? – Sam perguntou, causando risadas em todos os garotos.
– Cheshire, Inglaterra – Harry falou em meio a risadas.
Sam sorriu ironicamente com uma cara de “isso não foi engraçado”, e então, após terem conversado sobre o lugar aonde eles vão passar a semana, sobre as regras e algumas atividades que eles vão fazer lá e algumas coisas a mais, ela deu o número dela para os garotos, caso tivesse alguma coisa que eles precisassem falar urgentemente pra ela, ou qualquer coisa assim. Então, Sam voltou pra casa, foi direto para seu quarto no porão e se jogou na sua cama, agarrando bem forte sua galinha, a Cheddar, que piava desesperadamente. Então, ela não esperou muito para começar a se preparar pro dia seguinte. Ela tomou um banho bem demorado, colocou seu pijama amarelo de ursinhos marrons, e, quando já era quase dez horas da noite, ela começou a fazer suas malas e conversar com umas colegas que ela tinha do seu antigo colégio.
Sam pegou uma mala que era maior que ela, outra mala minúscula, depois mais duas malas minúsculas e então encontrou uma perfeita. Era gigante, tão alta que parava na cintura de Sam, e tão larga que cabiam quatro livros um do lado do outro. Então, ela abriu a mala por cima de sua cama, e então começou a separar algumas camisetas, uns jeans e outras coisas. Ao som de Live While We’re Young, Sam conseguiu reunir todas as suas roupas, mas antes de guardar, seu celular tocou. Simplesmente a música parou de tocar, e então seu toque começou. Ela saiu correndo pra ir atender, então, quando viu o número desconhecido, já desconfiou quem era.
– Oi? – Ela falou rapidamente quando atendeu, então, ouviu vozes em inglês e já soube quem era. Logo, se corrigiu e atendeu na língua que eles falavam. – Oi.
– Sam? É você? – Uma voz parecida com a de Liam falou.
– Samantha Victory, sou eu.
– Ah, é o Liam. Eu te acordei?
– Não, na verdade não. Eu já estava arrumando minhas coisas pra amanhã. Eu não costumo dormir tão cedo assim. Mas isso não importa mesmo, o que foi? Aconteceu alguma coisa?
– Ah, não, é que nós nos esquecemos de te falar que o voo amanhã sai às cinco da tarde, e agora nós falamos com o piloto e... – Liam respirou fundo e deixou Sam curiosa, o que havia acontecido? Será que o voo tinha sido cancelado? Ela não vai mais viajar com eles? Não vão poder ir para Holmes Chapel e vão ter que mudar o lugar de novo? – É que o voo foi adiantado... Vamos ter que sair seis horas antes, ou seja, onze horas da manhã.
– Ah, eu acho que isso não é problema pra mim. Pode deixar comigo, amanhã as onze estarei aí. Aliás, aonde nós vamos? Quer dizer, que aeroporto nós vamos estar?
– Eu não sei direito, me dá um minuto, vou perguntar pra alguém – Liam pediu e Sam falou um “claro” e então ela começou a ouvir vozes altas, mas não conseguiu entender nada do que eles estavam falando, então resolveu deixar a curiosidade de lado e esperar a resposta. – Ah, acho que é o Santos Dumont, segundo o Harry e o Louis.
– Ah, é pertinho daqui, eu chego aí em menos de dez minutos.
– Sem problemas então. Tchau, Sam, até amanhã.
– Tchau, manda um abraço pros meninos. Até mais.
– Qualquer coisa é só ligar, tá?
– Claro.
Então Sam desligou, se jogou no sofá perto da cama, que estava ocupada com a mala, e lembrou que tinha que passar uma mensagem pra cunhada dela, a Cristina, pra preparar alguns brigadeiros pros garotos provarem. Então, após ter passado a mensagem, Sam abraçou forte sua galinha, e começou a cantar junto com LWWY que continuou tocando após a ligação ter finalizado. Então, ela acabou caindo no sono, mas logo acordou de volta, como de costume. Era três da manhã, ela não tinha nada pra fazer, exceto, é claro, arrumar suas coisas, que foi exatamente o que ela fez.
Logo, quando deu seis horas da manhã, as roupas estavam todas separadas e guardadas, junto com os calçados e toalhas e travesseiros, caso houvesse necessidade. Sam, com um pouco de fome, pegou seu livro predileto de receitas e foi preparar o café da manhã pra ela e sua família. Ela subiu correndo as escadas do porão para a sala principal, então quando chegou lá, percebeu que estava quieto demais para seis da manhã. Sim, a família dela despertava tão cedo assim pra ir trabalhar, mesmo nas férias, seus pais não largavam a loja deles. Então, quando dava oito horas, eles tinham que sair, e então acordavam seis horas pra poder se arrumar para, as seis e quarenta e cinco, eles poderem comer o café que Sam sempre preparava para todos. Sam decidiu fazer uma coisa diferente pro café. Sabendo que sua mãe odiava frutas cítricas, Sam preparou uma salada de frutas com bastante laranja, acerola, morango e abacaxi. Ela preparou também um sanduíche com queijo e presunto dentro, e então serviu. Ela se contentou com uns morangos, um copo de água e então, quando já ia se dirigindo para o banheiro buscar seus produtos de rosto, cabelo, corpo e etc, se surpreendeu com sua mãe gritando com ela logo antes do sol começar a iluminar pelas janelas.
– Samantha! – Ela começou a gritar pisar bem forte no chão. – Eu já não te falei que eu não quero mais frutas cítricas pro café da manhã?!
– E eu já não te falei que não quero mais morar com você?! – Sam gritou de dentro do banheiro. – Sua cretina – ela murmurou bem baixinho sem que sua mãe escutasse.
– Ah, que droga! Menina malcriada! Parece que você não escuta o que a gente diz! – Ela continuou gritando e se descabelando por causa de algumas frutas.
– Graças a Deus que eu não escuto, porque se eu escutasse, eu não estaria viva ainda!
Isso não parou aí não, e Sam já não aguentava ter que gritar todo santo dia com sua mãe. Ela então mandou a mãe dela comer as frutas logo, ouviu um ‘você não manda em mim’, mas acabou que ela comeu as frutas e Sam pôde continuar o que estava fazendo. Logo depois de reunir tudo que ela precisava, foi correndo para seu quarto, pegou uma nécessaire suficientemente espaçosa, voltou para o banheiro e guardou suas coisas, tudo no seu devido lugar.
Era já nove e meia e sua mãe e seu padrasto já haviam saído de casa, ficou só Sam e seus animais de estimação. Então, era hora de Sam começar a se arrumar. Ela tomou um banho de cinco minutos e com os cabelos molhados mesmo, foi se arrumar pra ficar bem confortável durante o voo que não deveria ser tão rápido como ela imaginou. De dez a doze horas dentro de um avião, com a mesma roupa.
Ela decidiu, então, colocar a roupa que ela usa quase sempre: uma legging preta, uma sapatilha preta de saltinho vermelho, uma T-shirt justa vermelha, um cardigã cinza e um gorro preto. Essa roupa ficaria bizarra se juntasse com suas malas multicoloridas (sim, uma mala era vermelha, a outra laranja, outra azul, uma nécessaire verde clara, sem contar suas duas sacolas amarelas e roxas cheias de doces pra comer durante a viagem), mas Sam não se importou. Ela se vestiu rapidamente, então, na jogou sua franja para dentro do gorro, e deixou uma mecha caindo pela lateral do seu rosto. Então, se sentou na cama, abriu sua nécessaire, pegou logo seu rímel, seu curvex, seu lápis de olho e seu delineador, e começou a brincar com a maquiagem. Ela vez uma linha d’água com o lápis preto, deixando bem marcado, depois passou o delineador pela parte de cima de seus olhos, e também puxou uma ponta para fora de cima dos cílios, fazendo um desenho de olhos de gatinho. Depois, pegou o curvex, curvou os cílios, então passou bastante rímel. Logo, passou um gloss, um blush clarinho em toda área da bochecha. Logo, ela estava pronta. Uma maquiagem de cinco minutos, como ela sempre gostou. Ela colocou seus óculos com estampa de zebra, pois já estava ficando com dor de cabeça de tanto tentar enxergar sem óculos. Então, guardou todas as suas coisas, ligou para seu irmão mais velho, Rodrigo para vir busca-la e leva-la até o aeroporto.
Logo, ele chegou, tocou a campainha, Sam abriu a porta para ele e ele a ajudou com as malas. Então, após terem terminado de colocar tudo na caminhonete dele, ela sentou no banco da frente e ele começou a dirigir até o aeroporto.
– Os brigadeiros da Cristina estão no banco de trás, não se esqueça de pegar e entregar a eles – Rodrigo comentou. Sam logo se esticou para trás e pegou uma bolsa florida térmica de zíper, que quando abriu, estava lotada até o topo de brigadeiro (que deveria ter uns cinquenta, sendo que Sam pediu apenas 20 ou 30).
– Ah, beleza, perfeito. Diz pra ela que eu agradeci, e manda um beijo pras minhas sobrinhas lindas – Sam falou, enquanto sentia o cheiro hipnotizante dos brigadeiros.
– Sem problemas – Rodrigo falou e ficou um segundo de dez segundos até ele puxar assunto. – Você vai conversar em inglês a semana inteira com eles?
– Vou. Vai ser dia e noite apenas falando em inglês – Sam comentou. Apesar de parecer cansativo e desgastante, Sam estava muito animada em relação a isso. Ela sempre quis conversar o dia todo, todo dia com alguém em inglês, mas ninguém sabia dialogar tão bem quanto ela.
Não se esqueça que a gente vai estar sempre aqui, qualquer ajuda ou um conselho, pode ligar pra mim ou pra Cristina.
– Ah, claro. Sem dúvidas – Sam prometeu, e quando se deu conta, eles já haviam chegado ao aeroporto. Então, logo Sam desceu do carro, pegou algumas bolsas que davam pra levar puxando, e depois Rodrigo foi pegar um carrinho pra levar o resto das três bolsas grandes de Sam. Então, ele foi puxando o carrinho, até chegarem na frente de uns bancos vazios, então Sam se sentou por cima de sua mala laranja e ligou para o mesmo número que ela recebera a ligação na noite anterior.
– Alô – uma voz parecida com a de Harry atendeu.
– Oi, é a Sam.
– Ah, oi Sam! O Liam tá ocupado, então eu atendi. Tá tudo bem? Aconteceu alguma coisa?
– Não, tá tudo certo, e só que falta vinte minutos pra dar onze horas e eu não tô vendo vocês, e tá tão vazio aqui, e até parece que as fãs iriam perder a oportunidade de ver vocês antes de vocês saírem do país.
– Não Sam, nós já chegamos, nós estamos do lado de uma cafeteria, perto de onde nós vamos entrar no avião, os garotos estão autografando, eu vim comprar uma garrafa d’água pra eles. A gente estava se perguntando cadê você.
– Eu tô simplesmente do outro lado do aeroporto.
– Ah, então vem logo, daqui a uns cinco minutos nós vamos despachar as malas e depois entrar no avião.
– Ok, então me dá uns minutinhos, eu vou correndo pra onde vocês estão, me esperem.
– Tá bem, estaremos aqui, mas não demora.
Então, Sam se despediu e desligou o celular, e então pegou as malas que ela estava segurando e se levantou depressa.
– O que foi? Aconteceu alguma coisa? – Rodrigo perguntou enquanto se levantava junto com Sam.
– Eles estão do outro lado do aeroporto, temos que correr pra lá. Depressa.
Ele não discutiu, apenas deu um tapa na parte de trás da cabeça de Sam, e então os dois foram andando rapidamente até começarem a ouvir muitos gritos e garotas cantando Story Of My Life pros garotos, então apressaram-se até Liam e Zayn encontrarem os dois e reconhecer Sam, e então mandaram dois seguranças abrirem caminho e levarem as coisas de Sam até o avião. Logo, enquanto os carinhas tentavam abrir caminho, Rodrigo abraçou Sam, e começou a se despedir.
– Eu estou falando sério, qualquer coisa, pode me ligar, vou estar sempre com o celular por perto, você sabe meu número, o da Cristina, tá? Não se esqueça de nos manter informados, mande um e-mail, ou ligue pra gente todo dia, promete? – Sam acenou positivamente com a cabeça. – Se quiser voltar antes, ou se sentir desconfortável com eles por perto, você pode voltar, não se sinta constrangida, a mídia não pode te obrigar a nada. E se começarem a te forçar a fazer qualquer coisa, não caia na lábia deles, você sabe o que é certo e o que é errado, você não é mais uma criança, por isso não aja mais como uma.
Então, ela se despediu dele, segurou forte a bolsa dela e então saiu andando até chegar perto dos garotos da banda. Ela deu um abraço em cada um e então chegou a hora de pegarem as bolsas, as passagens e os passaportes de cada um, e enquanto isso, Sam foi bombardeada de perguntas dos repórteres que a arrodeavam como se fosse a ultima entrevista da vida deles.
– Como você se sente sabendo que vai passar uma semana com a melhor banda do mundo? – Uma voz veio por trás de Sam, e quando ela virou, apenas viu mais e mais microfones grudados na cara dela.
– Você acha que eles vão gostar de você e vão conseguir ficar com você por durante uma semana?
– Você não se sente muito pressionada pela mídia indo passar uma semana com a banda?
– Desse jeito, é impossível não me sentir pressionada – Sam conseguiu falar antes que fosse devorada por mais perguntas. Então, quando ela notou, todos estavam rindo com a resposta dela.
Logo, quando ela percebeu, havia um segurança mandando os repórteres se afastarem de perto de Sam, para ela poder passar. Sam estava muito confusa com tudo isso acontecendo, tantas perguntas, gritos, vozes, risadas, câmeras, microfones, pessoas... Ela não era claustrofóbica, mas estava se sentindo como uma naquele momento. Então, ao perceber que Sam estava prestes a se desesperar, Louis a puxou pelo braço e pediu pra ela respirar fundo, porque isso seria constante caso soubessem aonde eles iriam passar a semana. Ela perguntou se os fãs já sabiam que os seis estavam indo ficar em Holmes Chapel, e Louis falou que não iria contar justamente pra isso não acontecer de novo, e também pediu para ela não contar pra ninguém. Ele notou uma expressão de ‘ops, fiz besteira’ no rosto de Sam, e depois perguntou pra ela se ela já havia contado. Sam respondeu que só tinha contado para a família e os amigos mais próximos, ou seja, uns dois ou três, mas disse que podia pedir pra eles guardarem segredo. Então ele respirou fundo e pediu que ela fizesse isso logo, pra não sair espalhando por todo o mundo.
– Tá na hora de entrar no avião, pessoal, vamos logo – Zayn chamou a atenção dos dois, interrompendo a conversa de Louis com Sam. Então, Zayn saiu andando e acenando pras fãs. Enquanto Louis andava ao lado de Sam, ele perguntou pra ela se ela estava se sentindo melhor. Ela acenou positivamente com a cabeça, enquanto sorria. Então, ela olhou pra frente e então todo mundo havia entrado no avião.
– Ah, o avião é só pra gente? – Ela falou enquanto olhava o avião espaçoso e completamente vazio, apenas algumas cadeiras amareladas, televisões grudadas nas paredes do avião, uma cortininha preta por cima das janelas, detalhes de madeira por alguns lugares e muitos bancos acolchoados.
 – Só nosso – Niall falou sorrindo, enquanto se jogava num sofá e bebia um pouco da água da garrafinha que Harry comprou.
– É seguro? – Sam estava com um pouco de medo, mas o medo estava sendo completamente cegado pelo seu entusiasmo.
– Claro que é – Zayn falou e foi se sentar em algum dos bancos.
– Nós fazemos isso quase sempre, e nunca deu algo errado – Harry se jogou também num dos bancos, cruzou os pés e sorriu de uma maneira maléfica, e então olhou para Sam. – Mas não é impossível evitar qualquer acidente, claro.
Os meninos entenderam o que Harry estava fazendo, e então deram uma força para ele. Todos vieram e se sentaram perto de onde Sam estava e então olharam pra ela com uma cara maligna, deixando-a com medo.
– Provavelmente durante nessa viagem o clima estará bem agressivo, parece – Louis brincou.
– E também passaremos por muitas turbulências, sem dúvidas – Niall falou enquanto brincava com o cinto de segurança de um dos bancos que ele estava sentado.
– Dizem que é completamente livre de acidentes e problemas, mas não é sempre assim, obviamente – Liam embarcou na brincadeira.
– Gente, é sério? – Sam estava realmente muito preocupada com o que poderia acontecer nessa viagem. O pior, é que ela estava realmente acreditando no que eles estavam falando. Então, quando os garotos notaram o medo de Sam, eles resolveram parar com a brincadeira, e acalmar ela.
– Não, bobinha, é só brincadeira. Esse avião é completamente seguro, nem precisa se preocupar, pode confiar, aqui não vai acontecer nada – Louis falou enquanto se levantavam e iam pros seus lugares, onde estavam antes, exceto Harry, que ficou sentado no sofá do outro lado do pequeno ambiente, então, ele fechou os cintos, olhou para Sam e então uma curiosidade despertou nele.
– É a primeira vez que você tá viajando de avião? – Ele perguntou pegando Sam de surpresa.
– É sim. Eu já viajei de carro, navio, taxi, trem, ônibus, mas meu padrasto tem medo de altura, então desde que eu me dou por gente, não viajei de avião, apesar de sempre ter sido meu sonho entrar num daqueles aviões que passavam por cima da minha casa quando decolavam.
– E você tá com medo?
– Eu não sei... Acho que... – Sam estalou os dedos, ansiosa. – Não. Não tô com medo. E, se eu puder ser bem sincera, confesso que não acho que seja tão amedrontador assim.
– E se eu puder ser bem sincero, confesso que acho que é meio cedo pra você dizer isso. Nem decolamos ainda. Quando estivermos quase pousamos, você repete e vê se é tão legal – Harry replicou o argumento de Sam.
– Calma, Harold. Acalme-se – Sam brincou, tentando deixar o clima normal. Então, nenhum dos dois falou nada por uns três segundos, então Sam foi curiosa o bastante pra se intrometer na vida de Harry. – Harry?
– Sim?
– Você tem medo de avião?
– Claro que não, mas é perigoso, claro, e pra sua primeira vez, é injusto julgar sem nem mesmo experimentar. É como dizer que dirigir um carro é fácil se você nem mesmo nunca tocou num carro em toda sua vida.
– Você tem razão – Sam decidiu concordar logo com Harry, pra não polemizar. Realmente, Harry tinha razão, e estava mais certo que Sam estava. Então, uma mocinha sorridente passou pelos corredores do avião, pedindo para eles irem sentar nas cadeiras da ala três do avião, onde ficavam oito cadeiras, quatro de cada lado, para eles poderem decolar com segurança. Então, todos foram para onde ela mandou, e colocaram o cinto, como recomendado.
Depois de conversarem sobre várias coisas, de como seria lá e tal, a depois de darem várias risadas com as piadas de Louis, Niall e Sam, então Liam falou que ia começar a tirar fotos pra todos lembrarem-se do voo para Holmes Chapel. Então, ele tirou uma foto com cada um, e depois guardou o celular, e ficaram todos em silêncio, sem assunto. Logo, Sam sorriu como se tivesse se lembrado de uma coisa. Então, olhou para Zayn que estava mais próximo de onde ela havia colocado as bagagens de mão, e pediu para ele pegar a bolsa de brigadeiros que ela tinha pedido para a cunhada dela. Zayn então deu a bolsa para Sam e ela, antes de abrir, resolveu dar uma palavrinha sobre.
– Garotos, eu pedi pra encomendar de 20 a 30, mas houve um mal-entendido e foram encomendados 50. Espero que vocês gostem. – Então ela abriu a bolsinha, pegou uma bolinha de chocolate e deu uma pra cada um. Eles abriram a forminha azul, amarela e cor-de-rosa, morderam e em menos de um segundo, todos fizeram “hmm”, enquanto mastigavam e pegavam outros pra comer.
– Se brigadeiro fosse uma pessoa, eu iria me casar com ela – Louis brincou, e fez todos rirem.
– Hm, não. Se brigadeiro fosse uma pessoa, já estaria casada comigo – Sam replicou a brincadeira, causando mais risadas.
Então, o avião começou a se locomover, e então os seis começaram a olhar pela janelinha do avião e acenar, menos Sam, que nem sabia pra que acenar, já que as fãs deveriam estar mais com inveja do que felizes por Sam. Ela, ela apenas sorriu enquanto eles acenavam. E a viagem começou. Logo quando o avião havia decolado, os meninos tiraram o cinto de segurança e já foram passear pelo avião. Então, Sam foi se sentar num dos sofás, pegou o seu iPad, e começou a jogar uns jogos que havia comprado na noite anterior. Logo, enquanto Niall ia passando pelo lado do sofá onde Sam estava, ele começou a observá-la jogar sem errar nem um passe sequer, mesmo estando numa velocidade muito avançada.
– Posso jogar? – Ele perguntou, fazendo Sam notar que estava sendo observada, o que a deixou nervosa e perdeu. O que a fez rir.
– Nem te vi aí, que susto. Claro, pode jogar – Sam passou o iPad para Niall e ele começou. Sam notou que Niall também era bom, mas parecia nervoso e sem saber os comandos do jogo, então perdeu e passou o iPad para Sam, que pegou e já começou um novo jogo, e Niall ficou observando Sam jogar. – A dica é sempre ir por cima. Assim você vê o que está mais distante, além de desviar de obstáculos e ganhar mais surpresas.
Niall a observou por um tempinho até ela perder, com o triplo de pontuação que ele conseguira. Os dois ficaram dividindo o jogo, cada um jogava uma partida e dava pro outro. Então, Harry estava passando e então aquilo chamou sua atenção, e ele pediu pra jogar também. Então, Sam deixou ele jogar também, e então viu como Harry era ruim. Conseguiu menos da metade da pontuação da primeira partida de Niall, o que o fez rir e caçoar de Harry.
– Cara, não tem graça, eu sou iniciante – ele falou e fez Niall e Sam rirem, enquanto Harry movia o personagem lentamente, quase sem conseguir desviar e escapar de obstáculos. Então, finalmente ele perdeu e passou o jogo para Sam, que ficou por uns dois minutos só movendo o personagem de um lado para outro. Ela conseguiu superar seu recorde, então chegou o resto dos meninos e os seis ficaram revezando a vez de jogar, e também ficaram zoando de Harry até cansarem de rir. Então, depois de Harry desistir e falar que ia tirar uma soneca na ala dois (e isso já tinha sido mais ou menos uns quarenta minutos depois de ter decolado do aeroporto). Então, todo mundo foi fazer isso também, exceto Louis e Liam, que foram assistir a um filme na televisão presa na parede da primeira ala.
Sam foi para a ala quatro, deitou num sofá macio e conseguiu tirar uma soneca. Mas não foi uma soneca muito longa, contudo, deu pra descansar um pouco, até ser interrompida.
O que aconteceu foi o seguinte: os garotos armaram essa história de ir dormir, então esperaram Sam cair no sono pra zombar dela. Eles, quando viram que ela apagou, pegaram uma canetinha (daquelas de crianças, que saem com água e sabão) e desenharam um bigodinho de gato nas bochechas de Sam, além de fazerem uma bola preta no nariz dela. Então, quando Harry, que planejou isso tudo, estava terminando a obra prima, ele se assustou com Sam, que despertou com as risadas de Harry e os outros garotos, e ainda abriu os olhos e viu a canetinha bem na ponta de seu nariz fazendo voltinhas.
O que é isso? – Ela perguntou indignada. Até ela queria rir dela própria, mas continuou séria pra deixar um clima de bronca.
Desculp...
Te desculpar?! Você quer que eu te desculpe?! Vai ser isso a semana inteira?! Vocês acham isso certo?! – Ela começou brigando com eles, mas depois deixou escapar um sorrisinho, que os fez rir também, e desmascarou a cara de bronca de Sam. – Vocês são muito safados, sabiam disso? – Ela falou de brincadeira, rindo deles.
Já ouvimos isso algumas vezes... – Liam falou e fez Sam rir. Sam pegou a caneta da mão de Harry e viu que saía mesmo com a água, então ela sorriu, e murmurou em português algo como “espero que isso saia mesmo”, e os meninos ficaram com uma cara de paisagem, pois não entenderam o que ela falou. Ela então foi andando direto pro banheiro pra tirar aquilo da cara dela.
Sam, deixa a gente tirar umas fotos – Zayn pediu, antes dela entrar no cubículo de banheiro do avião.
Ah, tá. Vai crendo que eu vou tirar uma foto assim – ela falou e continuou andando até o avião, um pouco tonta por ter acabado de acordar.
É que ficou tão bem desenhado, ficou tão legal – Harry falou, falou olhando pra caneta em suas mãos. Então, ele elevou a caneta e apontou pro rosto de Sam, desenhando os mesmos traços que ele fez antes no rosto dela. Então, comovida com a fofura dos garotos, Sam pensou, pensou e pensou, e decidiu.
Eu só quero que vocês fiquem sabendo que não vai ser assim sempre, tá? – Sam falou enquanto voltava para onde os garotos estavam, pra poder tirar a foto. Então, na pequena ‘sessão de fotos’, Sam apareceu em várias poses que ela nunca imaginou tirar fotos assim. Sua primeira foto, foi sorrindo, depois foi séria, depois foi com os garotos, depois foi com Harry pintando ainda mais o nariz de Sam, depois foi ela fazendo biquinho de protesto contra o que eles fizeram, e a última foi quando os garotos estavam apertando a bochecha dela, e ela ficou brigando com eles por causa disso. Então, quando terminou, ela falou que ia tirar a canetinha do rosto agora, e os meninos não discutiram. Ela foi andando, e antes de fechar a porta do banheiro, ela olhou para fora, e sorrindo, falou: – Eu não vou ceder tão fácil assim nas próximas vezes!
Isso é o que veremos... – Liam brincou e fez todos rirem, e também fez Sam resmungar um “nhé”, como birra, ou protesto contra a brincadeira.
Então, Sam estrou no banheiro, fechou a porta, se olhou no espelho e gritou de lá do banheiro: “Own, ficou lindo!” e isso causou risadas nos garotos, então, depois de uns trinta segundos, ela saiu do banheiro, com o rosto completamente limpo. Ninguém diria que já teve uma bola preta gigante na pontinha do nariz dela.
Eu já contei pra vocês que vocês são muito safados? – Ela perguntou retoricamente, os fazendo rirem enquanto ela voltava pro lugar onde ela estava. Então, ela notou que os meninos estavam atrás do celular de Zayn, que tirou os fotos. Então, enquanto ela andava, fingindo que nem estava ligando, mas na verdade estava quase se mordendo de tanta curiosidade, os meninos a chamaram para ver como ficaram as fotos. Ela foi de prontidão, e começou a ver as fotos.
A primeira foto Sam tinha adorado. Os dentes caninos afiados dela tinham combinado perfeitamente com o desenho de gato que os meninos tinham feito no rosto dela. A segunda foto, que ela estava séria, não ficou legal; quer dizer, saiu meio estranha, ela parecia triste, e parecia entediada, então os meninos e Sam concordaram em apagar aquela foto. A terceira já saiu mais legal, que ela estava sorrindo meio contrariada sobre a brincadeira, porém continuava engraçada. A quarta era de Harry reforçando a bolinha preta no nariz dela, onde ela estava sorrindo de uma maneira fofa, e ele também (e essa foto fez Sam imaginar como seria passar uma semana com garotos lindos, engraçados, carismáticos e tão fofos assim). A última foi a mais legal, que ela estava fazendo o mesmo biquinho que a terceira foto, mas ela já estava mais com cara de alegre nessa última, e os meninos riam enquanto apertavam as bochechas, nariz e queixo de Sam (ela falou que queria essa foto para botar como papel de parede do celular dela, mas Zayn falou que não ia dar, pois já era o papel de parede do celular dele, e Sam fez ‘own’, e achou isso mais fofo ainda).
Então, depois que eles terminaram, já tinha se passado uma hora que eles decolaram, e ficaram só conversando e conversando por mais uma hora e meia, então Liam começou a puxar um novo assunto.
 – Ei Sam, teria coragem de se tatuar? – Sam sorriu e depois de uns dois segundos, já respondeu.
Fazer tatuagem dói muito, e demora demais pra ficar do jeitinho que a gente espera, mas se bem que fica lindo depois... – Sam começou a falar, mas no final ficou falando como se estivesse apenas pensando alto, falando consigo mesma.
Você já tem tatuagem? – Harry perguntou, curioso, chamando a atenção de Sam.
Ah, tenho sim, fiz umas dez já – Sam contou, fazendo os meninos se impressionarem com a quantidade de tatuagens. Então, Sam puxou seu cardigã para cima da dobra do cotovelo, e mostrou uma tatuagem com uma âncora presa numa pedra. – Essa eu fiz quando tinha treze anos, eu sonhava em ser militar da Marinha, e só pensava e falava nisso, então fiz uma âncora pra eu nunca me esquecer desse sonho – Sam contou, e os meninos não falaram nada, apenas ficaram calados, esperando que ela mostrasse mais de suas tatuagens. Então, ela puxou seu cabelo para trás da orelha, mostrando mais uma tatuagem, que tinha o formato de fechadura antiga, daquelas que se colocavam a chave. – Essa eu fiz no mesmo dia que eu fiz a âncora. Eu ia fazer atrás, na nuca, mas eu tinha me machucado depois de me encrencar com uma garota num de meus cursos, então iria doer demais se eu fizesse sobre o machucado. Essa tatuagem significa que nem eu nem ninguém poderá retirar minhas opiniões ou minhas lembranças mais importantes, já que eu não tenho nem nunca terei uma chave para destrancar essa fechadura. – Então, Sam ajeitou seu cabelo de volta onde estava, e puxou a manga de seu cardigã para mostrar as costas de seu ombro direito, onde havia mais uma tatuagem, que estava desenhada uma coroa de rei, daquelas que antigamente os reis costumavam usar. – Essa foi na segunda vez que fui ao tatuador. Doeu demais, não pela agulha, mas pelo seu significado. Foi quando eu comecei a sofrer com as zoações maldosas que as pessoas faziam para mim. Então, uns três dias antes de fazer a tatuagem, eu falei com uma amiga minha, que passou pelas mesmas coisas, mas hoje continua bem, por se lembrar de uma só frase, que mudou a vida dela: “você é uma princesa perfeita, corajosa, bondosa, e nenhuma pessoa que tem inveja da sua vida que vai te tirar a felicidade e a sua vontade de continuar fazendo o que você faz de melhor, ser você”. – Lágrimas se formaram nos olhos de Sam, que se fecharam com força, e então as lágrimas simplesmente desapareceram. Então, ela ajeitou seu cardigã novamente, e então colocou sua mão esquerda com os dedos abertos sobre seu joelho. Então, os garotos puderam ver uma tatuagem em cada dedo. No mindinho, havia um ‘I’ bem no centro da lateral direita do seu dedo, que significa ‘eu’ em inglês. Então, no dedo do lado, na mesma posição, havia um coração pequenininho muito fofo. No dedo do meio, ainda na mesma posição, tinha escrito um ‘HATE’, que significa ‘odeio’ em inglês. Então, no dedo indicador, tinha tatuado o desenho de um raio. E, depois, no polegar, por fim, tinha escrito um ‘YOU’, que significa ‘você’ em inglês. – Essa daqui eu fiz dedicada a uma pessoa que foi fundamental no meu nascimento: a minha mãe. Hm, nada a declarar. – Então Sam mostrou o seu pulso esquerdo e direito, que tinha uma nota musical no esquerdo e uma tulipa no direito. – Essas duas já foram na terceira vez que eu fui ao tatuador, uns seis meses atrás. A nota musical foi dedicada ao meu prêmio de primeiro lugar numa competição de talentos, que eu tinha que tocar um instrumento, cantar e dançar. Na categoria de cantar na de tocar, eu fiquei em primeiro, mas eu peguei segundo lugar na de dançar, então não vi necessidade de comemorar isso. A tatuagem da flor foi quando eu recebi meu primeiro buquê de flores de um garoto anônimo. Eu estava no meio da aula, e então, a monitora disse que mandaram entregar, e quando eu vi um buquê de flores de tulipas azuis, as minhas preferidas, fiquei louca tentando procurar um remetente, mas não encontrei nada, apenas um bilhete dizendo que quem me mandou gostava de mim, e queria me conhecer, então me pediu pra encontrar com essa pessoa no fim da aula na biblioteca, mas eu acabei me esquecendo. – Então, quando Sam falou isso, os meninos riram e falaram algo como “que horror”, e então ela não pode prosseguir para as próximas tatuagens, que ficavam na perna ou nas costas, e ela não podia mostrar no instante, então deixou pra próxima.
Quer dizer que seu corpo é uma espécie de diário pessoal? – Niall perguntou brincando e fez os garotos rirem, mas Sam apenas sorriu, fazendo-a refletir sobre. – Porque tudo que aconteceu com você está tatuado no seu corpo.
Acho que sim – ela falou, e então sorriu enquanto olhava para baixo. Um silêncio de cinco segundos dominou o ambiente, então Sam respirou fundo e levantou o mindinho direito (que não estava tatuado) em direção os garotos. – E eu ainda vou fazer mais uma tatuagem dedicada a essa semana, para eu nunca me esquecer de quando eu viajei com a minha banda favorita.
Então os garotos riram e apertaram o mindinho de Sam com o mindinho deles, um por um, até ela jurar de mindinho a todos. Então, eles continuaram a conversar, até cansarem e realmente irem dar um cochilo. Sam estava completamente entediada, sem nadinha pra fazer, exceto é claro ficar jogando no seu videogame portátil até zerar o jogo de novo. Então, chegou uma hora que ela estava completamente sem nada a fazer. Ficou olhando para a janela até cansar, então decidiu fazer algo diferente do que costumava fazer quando estava com tédio: batucar. Sério, Sam tinha uma pequena paixonite por fazer isso, ela batia nos joelhos, no ombro, na bochecha, na testa, na palma da mão até formar o ritmo de uma música conhecida e ficar batucando até morrer de dor no braço.
Então, ela começou. Pelo seu conhecimento nas notas musicais e cifras de suas músicas favoritas, não foi difícil conseguir um som que combinasse com cada nota, para poder começar a batucar. Ela não demorou muito para se acostumar com os barulhos que cada batida fazia, e tentou fazer bem fraquinho, e então chegou ao ritmo da música Best Song Ever, da própria 1D. Ela foi batucando até se acostumar e decorar aonde tinha que bater para poder formar o ritmo.  Então, conseguiu formar o ritmo perfeito da música, e ficou lá, então, numa hora, ela se empolgou e começou a cantar junto, e isso fez Harry acordar do seu cochilo e ir silenciosamente até onde Sam estava, e então ficou observando ela batucar e cantar, na maior empolgação. Então, quando Sam cansou e, para finalizar seu ‘show’, Sam gritou baixinho um ‘aw’ de comemoração, e depois sorriu e se encostou no sofá, como se estivesse se achando a tal do momento, e isso fez Harry rir, dando um baita susto em Sam.
Ah, eu nem te vi – ela falou, e depois ficou envergonhada por pensar que poderiam tê-la visto batucando. Sam odiava batucar em público, por isso ficou completamente constrangida quando soube que Harry a tinha visto. – Eu te acordei foi?
Hm, não, não – Harry falou com a voz falhando, por causa do sono. – Você tem uma bela voz, que tal a gente fazer tipo uma música? Tipo, aí a gente pode se juntar e tocar essa música, só de brincadeira claro, as fãs iriam pirar de saber que você iria participar de uma música nossa.
Sim, isso é verdade. Só durante a madrugada de ontem, milhares de meninas vieram falar mal de mim no twitter por que queriam ir, não conseguiram ser escolhidas, e, pensando bem, gravar uma música com vocês seria abusar do direito de esfregar na cara das fãs – Sam falou e Harry riu, concordando. – Ah, posso fazer uma pergunta que eu sempre quis saber a resposta?
Claro que sim, qualquer uma.
Quando você cantou alguma música sua pela primeira vez, você sentiu vontade de dedicar a alguma garota? – Sam perguntou, fazendo Harry pensar na resposta. Ele realmente nunca tinha feito isso, e ficou animado para um dia poder sentir o que cantava em suas músicas.
 – Hm, não, nunca. Acho que são os outros meninos que sentem isso, mas eu nunca senti, pra falar a verdade – ele confessou. Harry ficou pensativo por um instante, então decidiu confessar de uma vez. – Pra ser sincero, acho que já senti algo que já cantei em algumas de minhas músicas, mas nunca pensei em dedicar a alguma garota...
Do que vocês estão falando? – Louis chegou cansado e com muito sono na ala onde eles estavam, e se jogou no sofá, bocejou e então se deitou no sofá em frente os dois.
Eu perguntei a ele se ele já dedicou ou dedicaria alguma de suas canções para alguma garota – Sam respondeu.
E ele respondeu o que? – Louis, curioso, perguntou a Sam.
Ele respondeu que não, e que provavelmente vocês já teriam feito isso, mas ele não.
Ah, mentiroso – Louis falou enquanto olhava para Harry lentamente, por causa do sono. – Sam, eu lamento te informar que Harry está mentindo.
Não, eu estou falando a verdade, eu nunca dediquei nenhuma de minhas músicas a ninguém – Harry se defendeu.
Tudo bem, até eu negaria. Mas e você, Louis? – Sam perguntou e chamou a atenção dele, que falou um rápido “hm?” quando ouviu seu nome sendo chamado por Sam. – Já dedicou alguma música da 1D para alguma garota?
Hm, já – ele respondeu e então se levantou e foi andando rapidamente até o frigobar pegar uma garrafinha de água.
É sério? Você já dedicou alguma música sua para alguma garota? – Sam perguntou baixinho para Harry, que sorriu e olhou para ela, bem nos olhos dela, o que a deixou constrangida.
Eu nunca dediquei nenhuma música minha para nenhuma garota. Acredite em mim, estou dizendo a verdade. Juro.
Sam, dessa vez, acreditou. Realmente era difícil acreditar que um mulherengo como Harry nunca dedicou uma de suas músicas (que a maioria era só sobre garotas) a nenhuma garota. Cada um com seus costumes, certo? Harry não tinha esses costumes, só.
Vamos pedir alguma coisa pra comer? Estou com fome – Louis chegou de volta da ala onde os dois estavam e se sentou novamente no sofá com um copo de algum líquido amarelado na mão. Ele tomou um gole e esperou a resposta.
Não é melhor esperar Zayn e Niall acordarem? – Harry perguntou de volta, enquanto brincava com a sua própria mão.
Já estão acordados. Estão conversando lá perto da cabine do piloto.
Ah, então pede qualquer coisa aí – Harry falou e estalou os dedos num barulho muito alto. Então, ele olhou pra Sam e lembrou que tinha convidada e estava sendo muito mal-educado. – Sam, você está com fome?
Acho que sim, um pouco – ela falou sorrindo.
Daqui a uns cinco minutos talvez a mocinha dos lanches passe perguntando se a gente quer comer ou beber alguma coisa – Louis falou enquanto se ajeitava confortavelmente no sofá e tomou mais um gole de sua água. – Vocês já têm em mente o que querem? – Ele perguntou e se esticou todo para pegar um cardápio de cada comida disponível. – Vejam por aqui.
Então Sam e Harry pegaram o cardápio e viram junto o que eles queriam. Sam escolheu uma poção de pão-de-queijo, e Harry escolheu um misto quente, assim como Louis.
Eu vou perguntar pros garotos o que eles irão querer, me esperem, please – Harry falou e se levantou rapidamente para ir até os outros meninos, para perguntar o que eles iriam querer. Então, Sam ficou só com Louis.
Louis? – Sam chamou a atenção de Louis para ela, e ele perguntou um rápido “sim?” antes dela dizer o que queria. – Vocês já estão planejando criar outra música?
É segredo.
Me conte, eu não tenho ninguém pra fofocar mesmo.
Promete? – Louis perguntou de uma maneira fofa.
Claro que prometo – Sam respondeu tão fofa quanto Louis, que sorriu quando a ouviu prometendo.
Estamos, sim, planejando fazer uma música pra lançar bem pertinho do natal, mas ainda não tem nada planejado, e nem temos um ritmo ainda, então não tem nada certo ainda.
Mas vai ter uma música nova no natal, certo?
Vai. Vai ter sim.
Vai ser num clima mais natalino, certo? Aí se for um single, vai ter um clipe em algum lugar com neve, e vocês brincando com bolinhas de neve e bonecos de neve, e aí você vai colocar uma cenoura onde seria o nariz do boneco, já que você gosta de cenoura, né? – Louis riu nessa parte.
Você tem uma bela imaginação e até que é uma boa ideia – Louis falou e sorriu. Então, o assunto de clipe e músicas novas acabou, e foi quando Harry, Liam, Niall e Zayn entraram na ala onde estávamos e se sentaram perto de Sam e Louis.
Logo uma conversa foi se formando, até a “mocinha do lanche”, segundo Louis, chegar na ala e perguntar se queriam alguma, e dessa vez eles disseram que sim. Então cada um falou o que queria e então a aeromoça foi pra cozinha e começou a preparar o lanche.
Espero que dessa vez ela acerte fazer um sanduíche – Zayn falou e colocou seus pés em cima do sofá na frente do seu sofá.
Pois é – Liam concordou e estalou os dedos. – Parece que elas põem pra esquentar e se esquecem de tirar, que saco.
Isso quando têm a competência de pelo menos pra botar pra esquentar – Niall reclamou.
O que aconteceu? – Sam perguntou muito curiosa pra saber o que tinha acontecido de tão ruim no passado.
Ah, quase todas as aeromoças de quase todas nossas viagens conseguem errar o ponto do misto quente. Um dia tá muito gelado, outro tá completamente queimado, e outras vezes elas se esquecem de colocar queijo, e fica horrível. Dá vontade de fazer o lanche em casa e trazer pra comer aqui – Niall explicou depressa, e até ficou sem fôlego quando terminou de falar.
E por que vocês não fazem isso? –Sam perguntou, fazendo-os rirem de si próprios, com vergonha.
A gente não dá conta de mexer com comida e tal – Harry explicou lentamente entre risadas. – Até já tentamos, mas passamos fome quando queríamos comer – todos riram ao lembrar o acontecimento, e então, após as risadas, passaram-se um ou cinco segundos só de silêncio enquanto eles continuavam se lembrando.
Você sabe cozinhar, Sam? – Zayn perguntou, quebrando o silêncio. Então, Sam franziu as sobrancelhas e sentiu vontade de rir da pergunta de Zayn. Então, todos os meninos olharam para Sam, esperando mais que tudo uma resposta positiva.
Zayn, deixe-me te falar uma coisa – Sam falou e começou a gesticular com as mãos discretamente enquanto falava, e então ela suspirou e continuou. – É falta de educação perguntar a uma garota se ela sabe cozinhar. Não só cozinhar, como cuidar de crianças, limpar a casa e lavar prato, entendeu? – Ela concluiu e esperou ele falar que entendeu. Então, os meninos olharam para Zayn e começaram a rir da cara dele de “hm?”. Então ele acenou com a cabeça e foi aí que os meninos riram ainda mais dele. Então, Sam encostou-se no sofá onde ela estava, pegou seu celular e ficou mexendo nele até as risadas cessarem, então, ela virou os olhos para olhar Zayn, e continuou a falar. – E, respondendo a sua pergunta, eu sei cozinhar, Zayn.
Sério? – Niall falou, sorrindo com os olhos arregalados de felicidade.
Sim. Estou falando sério – ela falou sorrindo.
Qualquer coisa? – Louis perguntou, sem acreditar.
Se eu tiver os ingredientes e os objetos necessários para o preparo, eu faço o que eu quiser – Sam falou, com um pouco de orgulho.
Sam... – Niall chamou enquanto botava a mão esquerda dele no joelho de Sam, que olhou pra ele com um sorriso no canto da boca. – Casa comigo? – Então todo mundo, inclusive Sam, riu da brincadeira de Niall, e então eles seguiram a conversa sobre seus pratos preferidos e receitas de família, e o mais impressionante é que Sam falou “eu sei fazer essa” ou “essa é fácil” em todos os pratos que eles citavam.
Então, depois de dez minutos de conversa, a aeromoça chegou com um carrinho cheio de pratinhos e um potinho com uma poção de meia dúzia de pães de queijo, para Sam, então, ao olhar na anotação que ela fez ao anotar os pedidos, foi entregando cada prato a cada um deles. Então, quando a aeromoça saiu deixando apenas o carrinho com os pratos em cima, para apoiarem os pratos nele, Niall, Zayn e Louis rapidamente pegaram o misto quente, que estava exatamente do jeito certo: quente, com o queijo e o presunto dentro, a manteiga passada por centro e por fora do sanduíche, do jeitinho que os meninos queriam.
Acho que esse tá bom – Niall falou enquanto pegava o misto com um guardanapo em volta, e mordia a borda dele. Então ele começou a mastigar enquanto todos os outros olhavam pra ele com uma cara ansiosa para saber se ficou bom ou não. – Sam, eu acho que você nos deu sorte – então Sam sorriu bem grande e os meninos falaram um “aew” de comemoração por finalmente terem feito um sanduíche descente. Então, todos morderam um pedaço do sanduíche e ficaram conversando enquanto isso. Então, quando todo mundo estava na metade do sanduíche, Sam acabou com seus pães de queijo, e então voltou a interagir com eles.

Faltavam uns vinte minutos para o pouso em Cheshire, e todos já estavam começando a planejar como seria a procura por um lugar pra ficar. Sam sugeriu que eles ficassem numa daquelas casas que se alugavam por um curto período de tempo, no caso deles seria uma semana. Então, quanto mais alguns davam ideias de chalés, ou então hotéis ou mesmo apartamentos, mais a ideia da casa alugada era assimilada e aceitada, até que eles chegaram à conclusão de que seria, sim, esse tipo de lugar que eles ficariam hospedados em Holmes Chapel, até porque havia muitas dessas em Holmes Chapel.
Apesar de Holmes Chapel ser a capital de Cheshire, não tinha aeroporto em HC, apenas numa cidade a vinte minutos de distância, então eles iriam de carro até lá e encontrariam com mais algum pessoal pra ninguém vê-los e começarem a fofocar que eles estavam em Holmes Chapel e começarem a arrodear o lugar que eles nem sabiam onde iam ficar.
Bem, todas as casas de Holmes Chapel são de três quartos, então, eu já vou avisando com antecedência, pra não causar encrenca depois: eu vou dormir no quarto de solteiro – Harry falou quando todos começaram a discutir que não seria Harry, e sim tal pessoa por tais motivos.
Claro que não! Você ficou com o quarto da última vez – Liam falou em meio a vozes.
Vai crendo que você vai ficar no quarto sozinho, eu sou o mais velho, eu mereço mais – Louis falou enquanto apontava o polegar para si próprio.
Isso não tem nada a ver, eu fiquei em segundo lugar na última vez que sorteamos! – Zayn falou com uma voz elevada para todos o escutarem.
Então por que nós não sorteamos de novo? – Niall sugeriu enquanto todo mundo gritava concordando. Então, eles se levantaram todos juntos começaram e discutir no ‘zerinho-ou-um-americano’, então, quando eles fizeram silêncio pra começar a somar os números de cada um para ver quem iria ficar com o quarto, Sam se levantou com os braços cruzados e limpou a garganta, chamando a atenção dos meninos.
Ih, ainda tem a Sam... – Harry falou enquanto parava de contar os dedos. – Tudo bem, a gente recomeça a contagem, vem cá.
Gente, presta atenção. Eu sou a única menor de idade aqui. A única garota. Eu sou a convidada. E ainda sou a mais nova. Quem é que tem mais motivo pra ficar no quarto e solteiro? – Sam contestou, fazendo os meninos entortarem a boca e pararem de jogar ‘zerinho-ou-um-americano’.
Perdemos o quarto – Louis falou enquanto se jogava no sofá e cruzava os braços.
Okay Sam, pode ficar com o quarto dessa vez... – Zayn falou enquanto passava ao lado de Sam para ir até a ala dos bancos de voo, onde eles ficariam sentados até pousarem. – DA PRÓXIMA VEZ O QUARTO É MEU! – Ele gritou quando se sentou no banco e colocou os cintos.
Vai crendo que o quarto vai ser seu! – Liam gritou enquanto ia pros bancos também.
Isso mesmo Liam, o quarto vai ser meu! – Louis falou enquanto Liam dava uma batida atrás da cabeça de Louis.
Então, todos sentaram no banco, e Sam pegou um pacote de salgadinho pra comer. Ela ficou comendo então notou que os garotos estavam devorando o salgadinho com os olhos, então ela se sentiu meio obrigada a oferecer. Era oferecer ou ser bombardeada com os olhares dos garotos.
Querem um? – Ela falou, e em pouco menos de cinco segundos, não tinha mais salgadinho no pacote. – Eu perguntei se queriam um! Só um! – Sam falou enquanto amassada o pacote e pegava outro. Ela abriu o pacote e os meninos já esticaram o braço pra pegar mais um salgadinho, mas Sam puxou para o lado, até onde eles não puderam alcançar. Então, Harry, que estava do lado de Sam, deu um tapa no braço dela, que deixou o salgadinho cair no chão, e ela não pode alcançar por causa do cinto de segurança. – Eu já estou com raiva de você, Harry – ela falou e todos riram dela, enquanto ela cruzava os braços e fazia biquinho.
Então, depois de alguns segundos de risada, a aeromoça chegou, e deu algumas dicas rápidas e clássicas aos passageiros.
Não tirem o cinto durante o pouso por questões de segurança. Deixem os encostos dos seus bancos na vertical. E, caso haja algum desconforto nos ouvidos, experimentem mascar um chiclete que está no compartimento encontrado do encosto de braço de cada banco.
Esse que eu tô mascando? – Niall falou e levantou o papel que enrolava o chiclete, causando muitas risadas.
É esse mesmo, senhor – a aeromoça falou rindo de Niall. Quando eles começaram a pousar, Sam começou a sentir dor de ouvido. Não era como aquelas de criança, como quando você vai pra piscina e entra água no ouvido e fica doendo; a dela era como se tivesse dez pessoas gritando do lado de sua cabeça por um dia inteiro. Por causa do ouvido, sua cabeça começou a doer também. Já era mais ou menos nove horas da noite no Brasil. Além do horário de verão no Rio de Janeiro, que adiantava uma hora, então era naturalmente oito horas no Brasil, e, como o fuso horário da Inglaterra e o Brasil é de três horas aproximadamente, já era umas onze e pouco em Holmes Chapel. Depois de Sam quase ter morrido de dor de ouvido, começou a mascar o chiclete de sua poltrona. Ela mastigava com tanta força para passar logo a dor, que até seu próprio maxilar ficava doendo, para completar.
Cara, você tá bem? – Harry falou enquanto cutucava o ombro de Sam e mastigava seu chiclete. Realmente, Sam parecia estar morrendo naquela hora.
Só um pouco de dor de ouvido – ela falou tentando disfarçar a dor que sentia.
Você parece nunca ter sentido uma dor de ouvido. Está doendo tanto assim? – Zayn falou fazendo Sam se sentir uma fraca que não sabe suportar nem uma dorzinha. Sam olhou com uma expressão mortal para Zayn, e acenou positivamente com a cabeça. Então, enquanto os meninos olhavam lentamente para a cara de Zayn, caíram na gargalhada, pois a cara de surpresa e medo que ele tinha estampada na sua face era visível e hilária.
Daqui a alguns minutos nós estaremos em terra firme, tá bem? – Louis falou enquanto semicerrava seus olhos por causa do barulho estridente que o avião fazia. Então, ele sorriu de lado e colocou a mão esquerda sobre o cotovelo de Sam, chamando a atenção de todos. – Tente não morrer até lá, okay?
Que engraçado, eu estou morrendo de rir aqui, Louis – ela sorriu ironicamente enquanto triturava seu chiclete com os dentes molares. – Hahaha – ela falou sarcástica e sorriu mais, causando risadas.
Aliás, mudando de assunto, já que é quase meia noite, como vamos encontrar uma casa temporária pra alugar? – Liam falou, chamando a atenção de todos, menos Sam, que mastigava ainda seu chiclete com muita força.
Verdade, deve estar todo mundo dormindo a essa hora, eu acho – Harry falou enquanto coçava a cabeça. – Pô, Zayn, porque você não pensou nisso?! – Harry reclamou, zoando de Zayn, causando risadas.
Eu sou inocente, caramba, larga do meu pé! – Ele falou num tom elevado, com uma expressão séria, porém era visível sua brincadeira.
Não é não! Você que falou pra gente sair onze horas de lá! Por que não pensou nisso?! – Niall repetiu as palavras de Harry.
Se isso não é amor, eu queria saber o que é – ele falou cruzando os braços, enquanto fazia todos rirem, e, pela primeira vez durante o pouso, fez Sam esquecer sua dor e rir de sua piada.
Então, quando eles pousaram, finalmente o barulho cessou, e Sam, que estava com os olhos fechados por causa da dor de cabeça, abriu os olhos e os arregalou, enquanto mastigava o chiclete mais devagar e sorria um pouco mais aliviada.
Já acabou? – Sam falou enquanto tirava as mãos dos ouvidos.
Acabou, Sam, já pode parar de esmagar sua cabeça – Louis falou enquanto tirava o cinto, se despreguiçava, e então todo mundo tirou o cinto e se levantou. Sam se levantou junto, então juntaram todas as bagagens de mão e se prepararam para poder desembarcar. Mas, quando estavam quase com tudo na mão, a aeromoça chegou com Paul (guarda-costas da 1D) e começaram a falar que iam pegar uma estrada para Holmes Chapel, que já tinham umas casas temporárias em mente (eles realmente não brincam em serviço!), mas não alugou nenhuma, só para ver qual ia de acordo com a vontade da banda e de Sam.
Então, após todos os avisos, já foram vistos umas quatro SUVs com películas completamente pretas perto do avião. Então, Paul e mais uns caras pegaram a bagagem de todo mundo e colocaram dentro de uma SUV, e então Paul chegou para perto dos meninos e de Sam, e perguntou se eles queriam que Paul dirigisse, ou se eles mesmos dirigem, e então Louis foi o mais rápido e respondeu primeiro.
Eu dirijo até Holmes Chapel, pode deixar.
Não, eu dirijo – Liam falou enquanto olhava para Paul, porém queria mesmo provocar Louis.
Aí a gente só vai chegar lá semana que vem. Se eu dirigir, chegamos à metade do tempo – Louis falou olhando para Liam, que segurava um riso.
Assim a gente morre junto, aqui tem muita curva, e está de noite, Louis, você não dirigirá aqui nem sozinho – Liam falou e ficou parecendo pai de Louis, que ficou quieto e resolveu aceitar o que Liam disse, como um filho recebendo bronca de seu pai.
Então dirija você mesmo, Liam – ele falou sério, passando uma impressão de que ele estava chateado, mas depois cruzou os braços, fez biquinho e virou a cara, de brincadeira, causando risadas.
Já que você insiste, eu dirijo – Liam falou enquanto Paul dava as chaves para Liam e se dirigia para outro SUV.
Então, depois disso, Sam e os meninos entraram no SUV e viram como era grande lá dentro do carro. Era dois lugares na frente, o banco do motorista e o do passageiro, onze Liam e ficou sentado junto com Harry. Atrás desses dois, tinham mais três bancos de passageiro, onde sentou Louis na janela esquerda, Sam no meio, e Zayn do lado direito, e apesar de duas pessoas e mais uma que tinha uma bunda equivalente a duas pessoas, ainda tinha espaço para se acomodar nesse lugar. Atrás, tinham três lugares também, mas apenas Niall ficou lá, pois estava com sono e resolveu dormir atrás. Após terem se sentado, Paul veio avisar que já poderíamos ir, e colocou o GPS para ir até a primeira casa que os meninos iriam ver. Então, o trajeto foi muito tranquilo. Estava de noite, então nem deu pra andar tão rápido como eles andariam se fosse de dia, pois, além do escuro, lá tinha muita curva, então nem dava para andar tão depressa, pois logo já tinha que diminuir pra dobrar em algum canto.
No meio do trajeto, Harry notou que Liam já estava ficando com sono, então colocou um CD no player com apenas as músicas mais agitadas que eles já cantaram, então todos os solos de Liam (que não eram poucos), Liam acompanhava. Sam acompanhou cada música batucando na sua perna e nas pernas dos garotos do seu lado. Então, cada parte os meninos foram cantando suficientemente baixo para não acordar Niall, que dormia como um bebê.
Sam, você sabe cantar? – Harry falou no intervalo de uma música para outra, abaixando o volume. Ele pegou Sam de surpresa, pois, se falasse que sabia (o que era verdade), ele pediria para ela cantar uma das suas músicas, mas se ela falasse que não sabia, ela teria “mentido” na hora da entrevista, que ela tinha dito que se orgulhava um pouco de saber cantar bem. Depois de uns dois segundos, ela suspirou e decidiu falar a verdade.
Sei sim, por quê? – Ela perguntou, então, Harry, sem responder o porquê, já fez outra pergunta.
Sabe a letra de algum solo nosso em qualquer música? – Ele perguntou sorrindo, enquanto pegava um CD só instrumental de todas suas músicas, e Sam já sabia o que ia acontecer, então nem respondeu a pergunta de Harry, e já foi se prevenindo de pagar mico na frente deles.
Eu não vou cantar nada aqui – ela falou, cruzando os braços.
Mas por quê?! – Ele perguntou frustrado e seu sorriso saiu de sua boca.
Não tem porque, eu só não vou cantar – ela falou rindo de Harry.
Estraga-prazeres! – Ele cruzou os braços e então fez biquinho, e isso fez Sam rir dele. Então, ele deu play nas músicas que ele havia pausado e tentou dormir, mas a animação dentro daquele carro era tanta que no primeiro solo dele, ele já começou a cantar.
Três minutos depois, faltava menos de cem metros para passarem pela placa de boas-vindas de Holmes Chapel, que tinha letras pretas num fundo claro, porém mesmo assim estava difícil de ler, mas estava escrito:
Holmes Chapel
Twinned with Bessancourt
Please drive slowly
through the
Village.
Então, sem que os meninos notassem, encostou sua cabeça na janela do carro e ele ficou relendo essas duas pequenas frases umas mil de vezes, apenas relembrando sua infância, e então, sentiu uma pequena vontade de chorar, mas se aguentou, e segurou as saudades apenas dentro de seu coração, sem deixa-la ultrapassar seus olhos. Ele então engoliu em seco, e notou que todos estavam fazendo silêncio, olhando pra Harry, então só aí que ele notou que era hora do solo dele.
Desculpem, me distraí – ele falou enquanto tirava os olhos da placa e virava de volta para todo mundo. – Bem vindos a minha terra – ele sorriu, quebrando o silêncio com comemorações e gritos tipo “aew” ou “finalmente”, então todo mundo começou a cantar o refrão de Back For You com a maior alegria.

Continua...

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